Belém ainda discute o que fazer com o lixo de 2,5 milhões de paraenses

Redação Por: Redação

Saúde Novidades

Publicado em 06/06/2019 10:02h

Belém ainda discute o que fazer com o lixo de 2,5 milhões de paraenses

Eventos e reuniões no dia do meio ambiente apresentaram ideias e projetos que podem evitar nova crise no lixo na Grande Belém.


Quatro meses. Este é o prazo que as prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba têm para decidir o que fazer com o lixo de 2,5 de paraenses, já que, no máximo, no final de setembro deste ano o Aterro Sanitário de Marituba deve ser fechado. A prorrogação do tempo de funcionamento do espaço foi uma imposição da justiça e causou protesto de moradores que interditam o acesso ao local.

O Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho disse que não há solução definitiva sobre o destino do lixo da Grande Belém. "Até hoje, nem Universidade Federal, Estadual, em a academia como um todo, nem o Ministério Público, nem o Judiciário, nem a Prefeitura, nem o Governo, ninguém ainda tem uma solução definitiva. Não há, na região metropolitana ainda uma solução definitiva diferente do aterro de Marituba".

“Belém já apresenta há algum tempo deficiências na destinação dos resíduos e isso não é resolvido só com o envio de material para o aterro. Há de se avaliar outras opções” ponderou o promotor de Justiça José Godofredo Pires.

Nesta quarta-feira (5), data em que se comemora o Dia do Meio Ambiente, eventos em Belém tentaram responder a pergunta: “Afinal, o que fazer com o lixo de Belém?”



 

Ideias?

 

Uma reunião entre integrantes da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) decidiu reunir no próximo dia 19 de junho todos os agentes públicos e privados envolvidos no desafio.

Enquanto isso, a Prefeitura de Belém anunciou que vai implantar um sistema de logística para cuidar de ao menos um tipo de lixo: os resíduos de açaí que chegam a 350 toneladas por dia na capital e costumam ser despejados pelas vias da cidade.

O projeto piloto deve atender 167 pontos de venda no bairro do Jurunas que são responsáveis por gerar 24 toneladas de caroços do fruto, mas a data na qual esse sistema vai começar a funcionar não foi ainda anunciada.

Em reunião no Ministério Público do Pará (MPPA) pesquisadores asseguraram que há opções para que a crise do lixo deixe de afetar os paraenses, mas que qualquer ação precisa de planejamento e pode demorar até quatro anos para funcionar em ritmo total.

“É necessário selecionar e preparar uma área adequada, licenciar, adquirir equipamentos, contratar fornecedores habilitados e capacitar pessoas. É um processo criterioso”, alertou Mário Russo.

 

Confira algumas propostas para o destino do lixo na Grande Belém

 

Em cada um dos encontros foram apresentados alguns projetos, ideias e ações que podem evitar que a Grande Belém, uma região metropolitana na Amazônia, se mantenha no limite deste problema ambiental:

  • Manutenção de diferentes pontos para destinação de resíduos afim de evitar a centralização e acúmulo de resíduos
  • Uso de contêineres de coleta seletiva enterrados em diferentes pontos da cidade, para que a própria população possa depositar os resíduos
  • Adoção de tecnologia para a escolha de rotas para coleta seletiva
  • Monitoramento de aterros sanitários por drones para assegurar bom funcionamento
  • Inclusão de carroceiros e autônomos para ajudar a recolher caroços de açaí em Belém
  • Criar parcerias com iniciativas privadas para reaproveitamento de resíduos
  • Investir na Coleta Seletiva, evitando acúmulos nos aterros e criando oportunidades para que o lixo gere lucro ao ser reaproveitado
  • Investimentos em compostagem e incineração
  • Ações contínuas de educação ambiental para que menos lixo seja “criado” pela população.

 

Fonte: G1 Pará

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