Com Tite, faixa de capitão da seleção brasileira vai do êxito do rodízio ao desgaste da troca

Redação Por: Redação

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Publicado em 28/05/2019 17:28h

Com Tite, faixa de capitão da seleção brasileira vai do êxito do rodízio ao desgaste da troca

Troca da braçadeira foi apontada como fator de sucesso antes da Copa do Mundo, já aposta em dar responsabilidade a Neymar não deu certo

 

Tite estreou na seleção brasileira em setembro de 2016 e navegou por mares calmíssimos durante dois anos de resultados favoráveis e futebol encantador. À época, o rodízio de capitães era apontado como um dos fatores determinantes para tamanha harmonia.

Ao implementar o sistema que já usara no Corinthians, o técnico decidiu compartilhar a responsabilidade entre todo o grupo. Desde os veteranos, como Miranda, Thiago Silva e Daniel Alves, até mais jovens como Marquinhos e Gabriel Jesus, todos os titulares e ainda alguns reservas usaram a faixa pelo menos uma vez até a estreia na Copa do Mundo.

Em maio de 2019, a poucos dias de abrir a Copa América em casa, o objeto, para muitos um simbolismo supervalorizado, se transformou em objeto de desgaste. No último fim de semana, Tite comunicou a Neymar e Daniel Alves que a braçadeira passaria do braço do atacante para o do seu amigo lateral-direito.

O motivo é a agressão de Neymar contra um torcedor, depois da final da Copa da França, na qual o PSG foi derrotado pelo Rennes, nos pênaltis. O gesto representa o fracasso na tentativa de fazer do atacante, sem dúvidas o principal jogador da equipe, também o principal líder.

 

Tite decidiu abolir o rodízio e transformar Neymar no capitão fixo em agosto do ano passado, após longa conversa no vestiário em Washington, onde a Seleção bateu os Estados Unidos no primeiro amistoso depois da Copa do Mundo. Na Rússia, mais impactante do que a eliminação para a Bélgica nas quartas de final foram as críticas sofridas pelo camisa 10. O mundo não perdoou o que julgou mau comportamento em campo, com simulações em excesso.

A comissão técnica atenuou, justificando que Neymar havia superado a situação crítica da cirurgia feita no pé direito, em março de 2018, e disputou a Copa do Mundo aquém de suas condições ideias, o que interferiu, obviamente, em seu desempenho.

Entregar a faixa ao craque foi um gesto de confiança, mas também uma aposta em sua maturidade. Não deu certo.

A CBF aposta que Neymar reagirá bem à perda da faixa, não só pelo respeito por Daniel Alves, uma de suas maiores influências no futebol, companheiro dos tempos de Barcelona e atualmente no PSG, mas também pela compreensão de que isso vai tirá-lo do foco.

Mesmo assim, a faixa de capitão, um trunfo do início da trajetória de Tite, acabou se transformando numa dor de cabeça que o treinador não imaginava ter à essa altura.

Daniel Alves, de 36 anos, 108 jogos pela Seleção e 39 títulos na carreira, um recorde mundial, será capitão da Seleção pela sétima vez no amistoso do dia 5 de junho, diante do Catar, em Brasília. E espera repetir a dose até a final da Copa América.

Fonte: GloboEsporte.com

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