Justiça suspende embargo na produção da Hydro Alunorte, no Pará.

Redação Por: Redação

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Publicado em 21/05/2019 13:04h

Justiça suspende embargo na produção da Hydro Alunorte, no Pará.

A empresa está autorizada a retomar a produção normal após operar com metade da capacidade por mais de um ano. O embargo foi determinado depois das denúncias de vazamentos de rejeitos.


O Tribunal Federal em Belém suspendeu a decisão que determinava o embargo da produção da refinaria Hydro Alunorte, em Barcarena, no Pará. A empresa está autorizada a retomar a produção normal após operar com metade da capacidade por mais de um ano. Nenhuma decisão foi tomada sobre o embargo da nova área de Depósito de Resíduos de Bauxita (DRS2).

A assessoria de comunicação da refinaria informou que a empresa foi comunicada sobre a decisão na segunda-feira (20). O embargo foi determinado depois das denúncias de vazamentos de rejeitos de minérios em rios e igarapés da região.

A decisão do Tribunal Federal de suspender o embargo na ação penal veio após a decisão da última quarta-feira (15) de revogar o embargo de produção na ação civil.

A retomada da ampliação dos trabalhos ainda não começou, mas a expectativa é atingir entre 75% e 85% da capacidade em dois meses.

Para a produção na mina de bauxita da Hydro a previsão é aumentar ainda mais a capacidade do depósito do chamado DRS1 com novos equipamentos. Com a suspensão do embargo, as atividades da Hydro em Paragominas também serão ampliadas conforme a velocidade da retomada de produção na Alunorte, em Barcarena.

Em 2018, a cidade de Barcarena, no nordeste do Pará, enfrentou um acidente ambiental, após despejos de rejeitos tóxicos da refinaria Hydro Alunorte, da norueguesa Norsk Hydro, que atingiu comunidades e rios. O caso veio à tona no dia 17 de fevereiro de 2018 e ganhou repercussão internacional. O episódio culminou no depósito de R$150 milhões pago pela Hydro Alunorte. A refinaria, que também concordou em investir R$ 250 milhões em Barcarena, além de pagar R$33 milhões em multas, continua negando envolvimento com os altos índices de poluição da área.

A Hydro já admitiu que fez "liberação controlada” de efluentes no Rio Pará, inclusive no dia 17 de fevereiro e disse que havia avisado o Governo do Estado. O presidente e CEO da Hydro, Svein Richard Brandtzæg, assumiu o descarte de água não tratada.

A empresa defende que "não houve contaminação ou dano ambiental causado pelo descarte de água da chuva realizado pela Alunorte e que as áreas de depósito de resíduos sólidos possuem sistemas de gestão de efluentes".

Atualmente, a Hydro opera no Pará com 50% da capacidade tanto na refinaria em Barcarena quanto na mineradora em Paragominas, por uma determinação da Justiça ainda em fevereiro de 2018. Em janeiro de 2019, o Governo do Pará afirmou que a refinaria está apta a retomar 100% das operações.

 

Fonte: G1 Pará

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